CONTROLE DA ALIMENTAÇÃO NA GRAVIDEZ

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Uma das recomendações mais aconselhadas durante a gravidez no passado é que toda gestante poderia (e deveria!) comer por duas pessoas. Afinal de contas, ela está esperando um outro ser vivo dentro dela. Mas há algum tempo, com estudos que começaram a aparecer nas décadas de 1960 e 1970, os médicos vêm tentando e conseguindo mudar essa crença. “Até porque um bebê corresponde a apenas 2% do peso da mãe, então ela teria de comer por uma pessoa e meia”, explica o endocrinologista Felipe Gaia Duarte, consultor do Salomão Zoppi Diagnósticos (SP).
Mas a questão não é apenas de proporção matemática, mas também de saúde. Estamos cansados de ouvir como a obesidade faz mal ao corpo e deteriora nosso organismo. Na gravidez, isso não é diferente. O que muda são os tipos de complicações e as duas vidas em jogo.

Herança materna
Na lista de doenças que a gestante pode desenvolver com o excesso de peso figuram as clássicas hipertensão e o diabetes, que trazem consequências tanto para ela quanto para o feto. No primeiro caso, o mal também é chamado de pré-eclâmpsia. Entre os problemas para a mulher estão a hemorragia intracranianainsuficiência cardíacaedema agudo de pulmão, entre outras complicações. Já a criança tem mais chances de nascer prematura e normalmente há uma redução em seu peso e altura. “A pressão elevada faz que a placenta seja prejudicada, levando a uma pior circulação sanguínea do bebê e com isso alterações de crescimento e desenvolvimento”, descreve a ginecologista e obstetra Arícia Galvão Giribela, membro da Comissão Editorial da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).
Quanto ao açúcar em alta no sangue, existe um quadro chamado diabetes gestacional, em que a mulher só desenvolve o problema após engravidar. “O problema pode levar ao surgimento de crianças macrossômicas (bebês que pesam mais de 4 quilos), e também há a chance de predispor o bebê a ter diabetes do tipo 2 no futuro”, ressalta Duarte.

O perigo das tromboses

Além disso, mesmo que esses males específicos não deem as caras, a obesidade em si pode trazer outros problemas à futura mamãe, como aumentar o risco de tromboses. “É importante ressaltar que mulheres que ganham muito peso durante a gravidez têm hábitos alimentares errôneos e, possivelmente, os passarão para seus bebês”, alerta Isabel Jereissati, nutricionista e pós-graduada em Nutrição Materno-infantil pela Universidade Estadual Rio de Janeiro (RJ).

Fonte: Revista Saúde


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