REVOLUÇÃO NA QUITANDA


Algumas empresas agrícolas têm trocado a alta produtividade por colheitas menores, mais selecionadas, em que o sabor particular e intenso é o grande argumento de venda.
o sweet grape ou tomate uva, como é popularmente conhecido é um exemplo de produto procurado nas gôndolas dos supermercados. Da mesma forma o melão rei, as mini peras e o mini milho, os produtores têm a busca pela semente híbrida perfeita, com a política de evitar tanto quanto possível o uso de defensívos agrícolas, o desenvolvimento de técnicas de preparo do solo, plantio e irrigação que garantam uma colheita de frutos mais apetitosos.

HÍBRIDOS X TRANSGÊNICOS

HÍBRIDOS - o cruzamento genético é feito no campo. Com a ajuda de pinças e cotonetes, o agricultor transfere o pólen de uma planta para outra de mesma espécie, mas de variedade distinta, dando origem a uma terceira variedade e o processo é repetido até que se chegue a uma semente que reúna todas as características desejadas. A partir destas sementes é que são criados tomates mais doces e melões mais saborosos.

TRANSGÊNICOS -  a modificação genética é feita no laboratório. Sequências de DNA são transferidas de um organismo para outro, seja ele da mesma espécie ou não. Hoje no Brasil são produzidos milho, soja e algodão transgênicos. "No milho, por exemplo, usa-se o gene de um bacilo para protegê-lo da ação de lagartas" explica o engenheiro agrônomo Francisco Aragão da EMBRAPA.

MELÃO REI - híbrido
Os cruzamentos deram-se a partir de variedades com potencial para conferir aroma, sabor e textura competitivos ao melão. "A forma de cultivo também influi de maneira decisiva no fruto que será colhido". 
Os da marca Rei são colhidos apenas quando estão prontos para o consumo pois colher antes não o fará ganhar sabor. Nas fazendas onde são plantados, as frutas passam por degustações diárias, As mais nobres, com cascas intactas, e grau brix (medida de teor de açúcar) igual ou superior a 11, são embalados com a marca Rei. As demais com a marca Cepi e Dunort

TOMATE SWEET GRAPE - híbrido
Fruto de uma semente que levou mais de 10 anos para ser desenvolvida. Ele é da família do tomate cereja e conquistou o consumidor pelo seu formato pequeno e alongado - como os da uva thompson -, pela baixa acidez e pelo sabor adocicado, com 8 graus brix em vez dos 5 comumente encontrados no tomate. 
Eles são plantados em vasos e abrigados em estufas e colhidos manualmente. Como parte do controle de qualidade, técnicos da empresa fazem visitas quinzenais às plantações. Diante das exigências, o número de produtores caiu de 250 para apenas 35, este ano.

MINI MILHO -  híbrido
Com cerca de 10 cm de comprimento são plantados em uma área equivalente a 1/3 da dos tradicionais. Assim a concorrência por nutrientes, água e sombra faz com que cresçam menos. A colheita é feita em 60 dias - metade do tempo que o milho convencional leva para se desenvolver. A concentração de açúcar varia de 15% a 25% e pode ser consumido com a espiga.

MINI CENOURA - não é híbrida
Para chegar a este formato gracioso é plantado uma variedade mais fina, comprida, doce e crocante. depois ela vai para uma máquina onde é descascada, cortada e torneada. Em geral, uma cenoura rende até 03 unidades da mini.

MINI PERAS E MINI MAÇÃS - não são híbridas
As mini peras originárias da Itália onde é conhecida como coscia, aqui são importadas do Chile. Com metade do peso das convencionais, doce e granuladas fazem sucesso com o público infantil assim como as mini maçãs, que nada mais são aquelas que cresceram menos. No controle de qualidade são embaladas aquelas que se destacam pela perfeição da casca e maior resistência da polpa.

Fonte: Revista Veja, edição 2321 de 15 de maio de 2013.
EMBRAPA
Empresa Mister Rabbit

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