SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA X LONGEVIDADE

Geni Duró
É formada em Educação Física a mais de 20 anos, é Personal Trainer,  professora de natação e hidroginástica. Compete em corridas de aventura e Triathlon.


Um dos fatores ambientais mais deletérios à saúde, à qualidade de vida e à longevidade, era o sedentarismo. Atualmente sabe-se que a base da saúde e da longevidade é a genética, com pessoas predispostas há viverem mais tempo e com menos doenças. No entanto, a influência de fatores ambientais é grande e pode contribuir decisivamente para o resultado final.
Os fatores ambientais mais benéficos e importantes são atividade física, boa alimentação e  repouso adequado. Já o estresse emocional, as drogas, a falta de repouso, a poluição do meio ambiente, entre outros, prejudicam esse desempenho.
No que diz respeito à atividade física, os efeitos mais positivos ocorrem na prevenção de doenças que poderiam abreviar a vida e na melhoria da condição física, para que as atividades da vida diária sejam realizadas sem grandes esforços e sem maiores riscos para a saúde.
Nos primeiros estudos realizados sobre os efeitos da atividade física vendia-se a ideia de que os exercícios aeróbios eram os únicos capazes de estimular a saúde e melhorar a qualidade de vida. Mas, evidências sugerem que os exercícios resistidos (musculação) são superiores.
Podemos dizer que a musculação é, no mínimo, equivalente aos exercícios aeróbios na prevenção das doenças cardiovasculares como o infarto, o acidente vascular cerebral e a insuficiência arterial periférica, por combater as condições predisponentes como o colesterol alto, a obesidade, o diabetes e a hipertensão. 
Com o passar dos anos uma perda de massa muscular ocorre naturalmente e devemos minimiza-la com a atividade física. A musculação promove o aumento de massa muscular e de força, razão pela qual é a base da reabilitação de pessoas idosas ou debilitadas. Além disso, esse aumento de força muscular faz com que nas tarefas diárias ocorra menor aumento de frequência cardíaca e da pressão arterial, evitando acidentes cardiovasculares agudos.
Ainda não atingimos a situação de indicação fundamental musculação para promoção de qualidade de vida, saúde e, consequentemente, a tão sonhada longevidade. Mas estamos bem perto disso.
E quando ocorre o excesso de atividade física?
Isso pode ser preocupante. Em várias palestras que fui ao longo de minha carreira como educadora física a primeira frase foi: “...e quem disse que ser atleta significa ter saúde?....”
Uma rotina diária de horas de treinamento intenso geralmente leva a lesões e desgastes. O atleta sente dor e com sua persistência e superação, muitas vezes suporta a dor e volta à rotina de treinos antes do momento ideal, principalmente pelas datas de competição. Isso coloca quase sempre sua saúde em risco tornando-se um problema crônico.
Por outro lado, temos os amadores ou, simples frequentadores de academia, que fazem o mesmo treinando horas a fio com o objetivo de saúde sem saber que horas de treino nunca significou saúde e qualidade de vida para ninguém (bem diriam os atletas).
Já foi provado que mais de duas horas de exercícios intensos liberam uma quantidade de radicais livres altíssimas em nosso organismo e se estamos combatendo estas toxinas não seria um bom caminho para o bem estar. 
Temos nos dias de hoje uma atividade diária muito escassa, pois não nos mexemos para quase nada. Um simples mudar o canal da televisão foi banido há anos de nossas vidas. Caminhadas para ir a padaria, por exemplo, são substituídas pelos carros. A tecnologia inutilizou o movimento do ser humano.
Por isso, uma atividade física diária se faz necessária. No entanto, ninguém precisa morar na academia ou mesmo praticar uma atividade por horas. É importante ter a ideia de que uma hora por dia já é o suficiente.
Então muito cuidado na escolha da atividade ou esporte. Em primeiro lugar vem o prazer de executar, pois nada deve ser obrigatório. Depois, uma análise da atividade escolhida adequada para que não haja nenhum tipo de lesão ou desgaste acima das possibilidades. Por fim, a disciplina com a frequência adequada do esporte.
É muito importante a ajuda de um profissional de educação física. Ele estará sempre pronto a orientar qual o melhor caminho.

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