A INFLUÊNCIA DA MÍDIA NO COMPORTAMENTO ALIMENTAR INFANTIL





      A INFLUÊNCIA DA MÍDIA NO COMPORTAMENTO ALIMENTAR INFANTIL
A mídia apresenta grande influência no comportamento alimentar infantil. As propagandas  veiculadas atraem as crianças para o consumo de alimentos industrializados ocasionando diversas doenças como a obesidade que é muito prevalente nesta faixa etária. Diante  disso , se faz necessário criar estratégias de intervenção a alimentos mais saudáveis para essa faixa etária .
A alimentação saudável é algo primordial para o crescimento, desenvolvimento e manutenção da saúde. O que consumimos, de forma errada, repetidamente no cotidiano enfatiza o hábito  ou comportamento alimentar  que designarão problemas de saúde graves.
As crianças são públicos consumidores de alimentos e bebidas, elas compram de forma independente  e acontece em todas as classes sociais, inclusive com as de menor renda, pois os produtos disponíveis estão cada vez mais baratos.
Um dos principais meios de divulgação é a televisão, com propagandas que mostram alimentos industrializados e de baixo valor nutritivo, estimulando a ingestão destes.
Crianças que se alimentam de forma inadequada, tendem a desenvolver várias doenças como sobrepeso, obesidade e doenças crônicas associadas.
A obesidade infantil é um problema de saúde pública bastante preocupante e está associado com a influência negativa da mídia no comportamento alimentar da criança, devido sua falta de maturidade com relação as escolhas alimentares, associado ao tempo despendido assistindo televisão ou ao computador e a inatividade  física.
Dados do IBGE em parceria com o Ministério da Saúde confirmam que a população vem exibindo alta prevalência de excesso de peso e foi constatado que no ano de 2008-2009, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos se encontrava acima do peso.

DADOS DE CRIANÇAS ACIMA DO PESO

ÉPOCA
MENINOS
MENINAS
2008 – 2009
34,8%
32%
Anos 80
15%
11,9%
Anos 70
10,9%
8,6%

Desde cedo, as crianças começam a selecionar o que é de seu agrado, e  por conseguinte, o estilo de vida destes, acaba por favorecer a presença de doenças crônicas . A  população   infantil vem se tornando alvo de excesso de peso corporal aliado a outras doenças, má alimentação e inatividade física, esta última, resultando em uma vida sedentária.
Em contrapartida, a obesidade pode provocar baixa estima, isolamento, desânimo para realizar as atividades que mais gostam e a não aceitação das demais crianças. Elas se sentem envergonhadas e tendem a comer exageradamente para aliviar os sentimentos. Sendo assim, além de afetar o estado nutricional das crianças, também provoca mudanças de personalidade.
A televisão, como meio de comunicação, deveria apresentar papel preventivo da obesidade, uma vez que a mesma incentiva o sedentarismo e impede as crianças de realizarem práticas mais saudáveis.
Conclui-se que, diante de uma educação nutricional, devem ser elaborados estratégias de intervenção , como: manter horários fixos para as refeições, incentivar a prática de atividades físicas, estimular a ingestão de alimentos industrializados e processados. A promoção de hábitos mais saudáveis são valiosos na prevenção e especificamente no tratamento da obesidade infantil e futuras doenças na vida adulta.


Fonte: Revista Nutrição em Pauta, nº 135, dezembro de 2015.

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